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sábado, julho 31, 2021

Dia do Índio: Hioló Werreria um estudante que superou o preconceito e hoje é uma grande inspiração

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Beatriz Oeiras
Beatriz Oeiras
Beatriz Oeiras é jornalista e fotógrafa, apaixonada por pessoas e histórias. Atualmente desenvolve trabalhos voltados para a área política.

“Eu acredito que onde eu estiver eu sou um Karajá e vou estar representando meu povo” – Foto: Beatriz Oeiras

Nesta segunda-feira, 19 de abril, comemoramos o dia do Índio, marco histórico e representativo não só para os indígenas.

O caminho árduo deste povo em busca do seu espaço não é limitado somente aos séculos passados. Mesmo com tantos olhares voltados para essa causa, a fim de mudar a realidade, os indígenas ainda enfrentam muitas barreiras. 

No que se refere à identidade étnica, percebe-se que existe uma exclusão econômica e preconceituosa que se expressa continuamente não apenas pelas atitudes e práticas do dia a dia, mas, principalmente, por meio da estrutura social. Por isso, identificar grandes representantes ocupando grandes espaços e mostrando para a sociedade como deixar um legado de influência, crescimento e muita superação, será o marco principal deste dia 19. 

“Deixar o legado” o que necessariamente essa frase representa para você?

Hioló Silva Werreria, 33, nasceu no Estado de Goiás, é filho de legítimos líderes comunitários Karajás, passou parte da infância na aldeia JK (Juscelino Kubitschek) localizada na Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. Hoje em dia, Werreria vive na capital do Estado do Tocantins, Palmas, e cursa o último período de medicina na Universidade Federal do Tocantins.

Em entrevista, o estudante Werreria explica como foi o processo de escolha do curso de medicina, e como o legado de representatividade, levanta a bandeira da igualdade e mostra que em um sonho, ainda em percurso, mesmo com tantas barreiras, pode se tornar real.

– Meu pai sempre valorizou ao longo do meu crescimento a educação. Ele sempre disse, “eu não vou deixar riqueza, não sou rico, a única coisa que eu posso fazer é te incentivar e te apoiar na trajetória acadêmica, isso é algo que você vai construir e ninguém vai tirar de você”. 

– Desde minha infância pensava em ser médico, não tinha uma referência física, mas meu pai me presenteou com um livro do médico negro neurocirurgião Ben Carson, eu tinha 8 anos de idade. Naquele livro tive o primeiro contato com o universo médico e os desafios intelectuais. O Dr. Carson por ser negro sofreu muito preconceito, mesmo assim superou e se tornou referência internacional. Com certeza foi minha inspiração.

– Desde muito pequeno eu tinha esperança de sair, estudar, e fazer uma trajetória como meu pai conseguiu. Então ele sempre me incentivou nessa linha. É algo histórico, por isso que a gente tem que se valorizar, tem que valorizar nossa história pelo que a gente passou. Temos que ser um legado não para tornar celebridade ou algo parecido, mas para dizer para o meu povo que o que um faz o outro também pode fazer, e a dificuldade que eu passei não necessariamente os outros precisam passar. Vamos lutar para que muita coisa seja totalmente diferente, conta.

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Para ele, ser indígena é estar em uma constante luta que envolve barreiras

– Em alguns momentos eu via várias barreiras, só barreiras, pessoas que não gostavam da minha presença, que não valorizavam quem eu sou, não tinham nenhuma sensibilidade com o que eu represento. Quando vemos que a grande maioria das pessoas não estão sensíveis a isso, você precisa olhar além disso, você tem que olhar para o transcende, e saber que existe algo maior. Talvez você é a oportunidade que a pessoa vai ter de demonstrar que você é alguém de importância, e que pode fazer a diferença na vida dela. Sonhar alto é possível e alcançar os sonhos impossíveis é mais possível ainda”, comenta.

Ao ser perguntado sobre uma frase ou palavra para definir sua vida no térnimo da faculdade, Werreria respondeu: “Não deixei de ser Karajá por ser médico. Eu sou um médico Karajá”.

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– Meu pai sempre valorizou ao longo do meu crescimento a educação. Ele sempre disse, “eu não vou deixar riqueza, não sou rico, a única coisa que eu posso fazer é te incentivar e te apoiar na trajetória acadêmica, isso é algo que você vai construir e ninguém vai tirar de você”. 

– Desde minha infância pensava em ser médico, não tinha uma referência física, mas meu pai me presenteou com um livro do médico negro neurocirurgião Ben Carson, eu tinha 8 anos de idade. Naquele livro tive o primeiro contato com o universo médico e os desafios intelectuais. O Dr. Carson por ser negro sofreu muito preconceito, mesmo assim superou e se tornou referência internacional. Com certeza foi minha inspiração.

– Desde muito pequeno eu tinha esperança de sair, estudar, e fazer uma trajetória como meu pai conseguiu. Então ele sempre me incentivou nessa linha. É algo histórico, por isso que a gente tem que se valorizar, tem que valorizar nossa história pelo que a gente passou. Temos que ser um legado não para tornar celebridade ou algo parecido, mas para dizer para o meu povo que o que um faz o outro também pode fazer, e a dificuldade que eu passei não necessariamente os outros precisam passar. Vamos lutar para que muita coisa seja totalmente diferente, conta.

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Ao ser perguntado sobre uma frase ou palavra para definir sua vida no térnimo da faculdade, Werreria respondeu: “Não deixei de ser Karajá por ser médico. Eu sou um médico Karajá”.

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